Dia da Floresta Autóctone | 23 novembro
As florestas autóctones, também conhecidas como florestas nativas, naturais ou primárias, desempenham um papel crucial na manutenção do equilíbrio ecológico e no apoio à biodiversidade. Conservação da Biodiversidade: As florestas autóctones abrigam uma grande variedade de espécies de plantas e animais, muitas das quais são únicas e especializadas nesses ecossistemas. Estas florestas fornecem habitats para…

As florestas autóctones, também conhecidas como florestas nativas, naturais ou primárias, desempenham um papel crucial na manutenção do equilíbrio ecológico e no apoio à biodiversidade.
Conservação da Biodiversidade: As florestas autóctones abrigam uma grande variedade de espécies de plantas e animais, muitas das quais são únicas e especializadas nesses ecossistemas. Estas florestas fornecem habitats para inúmeros organismos, incluindo espécies raras e ameaçadas de extinção.
Serviços de ecossistemas: As florestas autóctones contribuem para vários serviços de ecossistemas, tais como purificação da água, fertilização do solo, polinização de plantas e ajudam ainda a regular o clima.
Bem-estar humano: As florestas autóctones são uma fonte de numerosos produtos essenciais para o bem-estar humano, incluindo madeira, plantas medicinais e vários outros produtos. As florestas também contribuem para os valores recreativos e culturais, proporcionando espaços para atividades ao ar livre e apoiando as tradições das comunidades indígenas.
Regulação do Ciclo da Água: As florestas autóctones desempenham um papel crucial na regulação do ciclo da água, influenciando os padrões de precipitação, reduzindo o escoamento e prevenindo a erosão do solo. As florestas atuam como esponjas naturais, ajudando a manter a qualidade da água e a prevenir inundações.
Combate às alterações climáticas: As florestas atuam como sumidouros de carbono, absorvendo dióxido de carbono durante a fotossíntese e armazenando-o na biomassa e no solo. Isto ajuda a combater as alterações climáticas, através da redução de gases com efeito de estufa na atmosfera.
Proteção do Solo: Os complexos sistemas radiculares das árvores autóctones ajudam a unir as partículas do solo, evitando a erosão e mantendo a estrutura do solo. As florestas contribuem para o ciclo dos nutrientes, promovendo a fertilização do solo e apoiando o crescimento de diversas espécies de plantas.
Conservar e restaurar florestas autóctones é fundamental para sustentar estes benefícios ecológicos, sociais e económicos. Os esforços para proteger e gerir estes ecossistemas são essenciais para o bem-estar do planeta e dos seus habitantes.
Destacamos duas espécies autóctones portuguesas…
Carvalho-alvarinho (Quercus robur) – Quercus é um género economicamente importante no hemisfério norte. Em Portugal, muito comum no norte, centro e sul ocidental, a sua madeira é extremamente apreciada, sobretudo no mobiliário e na elaboração de cascos para o envelhecimento de vinhos, entre os quais se destaca o generoso Vinho do Porto. Um facto interessante sobre esta espécie é o das bolotas apenas serem produzidas quando a árvore atinge os 40 anos, ou mais, e o seu pico de produção máxima ocorrer cerca dos 120 anos de idade. Pode alcançar várias centenas de anos ou mesmo milhares. Em Portugal, o mais antigo tem cerca de 500 anos.
Medronheiro (Arbutus unedo) – Espécie muito característica do clima mediterrânico podendo ser encontrada em todo o território português, especialmente em bosques de Sobreiro, Azinheira e Pinheiro bravo. As folhas e casca são ricas em taninos, amplamente usadas na curtição de peles. Usado também para fermentar e obter bebidas alcoólicas e vinagre. É uma espécie curiosa pois a floração de um ano coincide com o amadurecimento dos frutos do ano anterior. Pode durar até aos 200 anos.


